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 Uma série com ratos como personagens, num formato de livro reconhecido como infantil, uma temática infanto-juvenil e um autor conhecido por e-books para crianças, Os Pequeno Guardiões de David Petersen surpreendeu a todos. Lançada pela Conrad, a série chega ao Brasil, com uma incrível publicidade pela editora brasileira com o acervo mais diversificado entre as editoras do ramo de quadrinhos. Mouse guard, foi publicada originalmente nos EUA, em 2006, pela independente Archaia Studio Press, com uma narrativa simples e desenhos belíssimos, Petersen conseguiu cair nas graças dos leitores norte-americanos e logo a crítica especializada o alavancou como tal. Só para citar, a série foi a ganhadora de dois Eisner Awards neste ano (o Oscar dos Quadrinhos) nas categorias Melhor Álbum e Melhor Publicação Infantil.
Os Pequenos Guardiões é uma aventura medieval que têm como protagonistas, três camundongos da famosa Guarda: Lieam, Kenzie e Saxon, com a missão de proteger os demais ratos dos predadores (cobras, doninhas, serpentes) e oferecer uma escolta segura para os mercadores que transitam pelas cidades dos roedores. Petersen explica que seus personagens, como ratos, estão tão abaixo na cadeia alimentar, que constroem suas cidades escondidas e espalhadas uma das outras, e seus inimigos naturais os caçam nestes caminhos e a Guarda existe para proteger os cidadãos. Os personagens foram criados numa temática medieval, usando arquétipos dos Cavaleiros da Távora Redonda, do O Senhor dos Anéis, entre outros para compor a ambientação de fantasia.
A história é intrincada e empolga pela simplicidade abordada. Rápida, com transição precisa para com o cenário, cenas de luta ou até mesmo para a passagem quadro-a-quadro.
A personalidade dos três guardiões liga o argumento aos leitores, Kensie é o estrategista, sempre metódico para cada plano arquitetado. Lieam é o entusiasta, embora seja novo na Guarda, ele é competente no manejo das armas e de tudo que é preciso para ser um bom guardião. Saxon é o cabeça-quente, age de forma rápida e agressiva, respondendo qualquer questão pela espada.
A arte vibrante do autor, estabelece o melhor da série, ela interage com a narrativa São desenhos magníficos, com requinte de um desses pintores famosos do classicismo, com o predomínio de cores ocres e sombra necessários e na medida para compor o ambiente medieval. A técnica delicada de Petersen colocar os ratinhos com nuances antropormórficos dá a história o clima mágico necessário para conquistar o leitor.
A mini-série, em seu primeiro arco de histórias, com seis volumes, chegou recentemente ao seu final. Outono de 1152 inicia com Na barriga do monstro (Belly of the Beast), onde Lieam, Kenzie e Saxon investigam o desaparecimento de um vendedor de grãos, e acabam descobrindo algo aterrador, um plano secreto para derrotar toda a Guarda.
Segue com Nas sombras (Shadows Within), onde a chefe da guarda, Gwendolyn, solicita a Sadie a missão de encontrar um antigo guardião, mas acaba descobrindo que a região está sendo espionada. O terceiro volume, O retorno do machado (The rise of axe), Kenzie, Lieam e Saxon vão a busca do espião, chegando a cidade de Backstone, e acabam armando um duelo, para conseguirem investigar o local.
 Em O Fantasma das Trevas ( The dark ghost), Lieam aprisionado, tenta escapar e acaba descobrindo, o lendário Machado Negro, um antigo guardião até então dado como morto. Depois de um enfrentamento, os dois resolvem se unir contra os traidores. "Saxon e Kenzie conseguiram um aliado na perseguição ao traiçoeiro exército do Machado: Celanawe, um eremita que afirma ser o Machado Negro, antigo herói da Guarda. O rato concordou em acompanhá-los em sua busca para garantir que os dois guardiões cumpram sua palavra e recuperem seu machado perdido. Enquanto isso, o exército do Machado, do qual Lieam é prisioneiro, marcha em direção a Lockhaven com um único propósito: conquistá-la." Os dois últimos volumes, A marcha de Midnigt ( Midnight's Dawn) e Retorno à honra ( A Return to Honor), mostram os momentos finais, o ataque do exército do Machado, o cerco a cidade e a vitória dos Guardiões, com a ajuda de um traidor.
A editora Conrad acertou em cheio, ao trazer para o Brasil, esse sucesso cult de Os Pequenos Guardiões. Mesmo antes de chegar até já tinha seus fãs. Zelando a história, com uma ótima tradução, e a arte, traz um acabamento simples, que abaixou o preço dos álbuns para R$ 12,00, bem acessível para todos os leitores. O único defeito de Os Pequenos Guardiões é que a HQ é muito curtinha e pode ser lida em dois toques. Lá fora já foi publicada uma segunda série de aventuras dos ratinhos e uma terceira já está a caminho. O negócio agora é torcer para que a Conrad lance o quadrinho por aqui também. 06/11/2008
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