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Lançado nos Estados Unidos em 1994, Pulp Fiction, que no Brasil teve o titulo de “tempo de violência”, foi o segundo filme do roteirista e diretor norte americano, Quentin Tarantino. A obra, considerada por muitos como uma das melhores produções cinematográficas da década de 90, teve um custo de 8 milhões de dólares e arrecadou 200 milhões. Mas, engana-se quem pensar que o lucro foi seu único ponto forte.
No filme podemos ver um Tarantino mais experiente e instigante. Seu humor está cada vez mais mordaz e irresistível. Assim como em “Cães de Aluguel” (Reservoir Dogs) seu filme de estréia de 1992, o diretor mantém uma formula que deu certo com a quebra de narração linear e utilizando diálogos fortes e personagens que explodem emocionalmente quando são expostos ao menor sinal de confronto, como os inesquecíveis Mr. White (Harvey Keitel); Mr. Blonde (Michael Madsen); Eddie Legal (Chris Penn) e Mr. Pink (Steve Buscemi), todos de seu primeiro filme. Evidentemente ele repete a dose, só que desta vez utilizando um elenco considerado peso pesado do cinema mundial. Em Pulp Fiction somos brindados com interpretações monumentais de John Travolta; Bruce Willis; Samuel L. Jackson; Harvey keitel e Uma Thurman, além de Steve Buscemi; Tim Roth entre outros.
Já o enredo é algo à parte, ou seja, mais uma peça peculiar de Tarantino que, o constrói através de uma total quebra de linearidade. Algo que já tinha feito em “Cães de aluguel”, a diferença é que neste havia um tempo presente que guiava a estória, juntamente com flashbacks que apresentava as personagens e a ação dramática. Em Pulp Fiction isso não ocorre.
Na verdade, no filme não há apenas uma estória, mas três, contadas de forma independente uma das outras, sem sequer haver uma ordem cronológica que faça uma ligação entre elas. Dessa forma, vemos dois mafiosos, Vincent Vega (Travolta) que, curiosamente é irmão do personagem Vic Vega, o Mr. Blonde de “Cães de aluguel”, e Jules Winnfield (Jackson) fazendo uma cobrança a mando do chefão Marsellus Wallace Logo depois assistimos a Vincent Vega (Travolta) tendo que levar Mia Wallace (Thurman), a mulher do chefe para se divertir enquanto este viaja a negócios. Pro fim vemos a estória de Butch Colidge (Willis), um pugilista considerado velho para a profissão. Ele é subornado por Marsellus Wallace (Rhames) para perder a luta, entretanto ele não cumpre sua parte e vence, agora terá que fugir do mafioso.
O resultado disso? Três estórias completamente diferentes porém, coerentes, afinal são unidas por um mesmo tema central: O da violência no submundo do crime e isso nos é apresentado com o mínimo de retoques por um diretor que é costumeiramente tachado de excêntrico e apelativo mas, que na realidade apenas mostra um lado do ser humano que o cinema, geralmente ou suaviza ou ficciona demais. Assim ele consegue aproximar seus personagens dos espectadores.
Em seus filmes gangsters não falam só sobre gangsters. Mafiosos não falam apenas sobre máfia ou policiais só sobre a policia. Não! Da mesma forma somos nós. Não falamos sobre o contexto de nossa vida. Falamos sobre muitas coisas. Os personagens de Tarantino são vivos. Eles falam e pensam sobre musica, esportes, garotas. Eles choram, riem, sofrem, brigam, matam e morrem. São os personagens mais humanos que o cinema de tempos em tempos é capaz de criar e Pulp Fiction é um exemplo disso.
Contudo, o grande apice deste clássico do cinema conteporâneo ocorreu ainda no ano de seu lançamento quanndo conquistou de forma merecida, diga-se de passagem, a palma de ouro do aclamado Cannes. O prêmio serviu não só para consagrar definitivamente Quentin Tarantino como um dos grandes diretores de nosso tempo, como também seu estilo único. Copiado por muitos, porém, pouquissímas vezes igualado, muito embora, para alguns criticos, o diretor tenha saido um pouco da linha em filmes posteriores como o famoso “Kill Bill”, mas, isso é outro assunto. 31/08/2008
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Tarantino sempre faz homenagens aos seus filmes, Pulp Fiction a gansters, Kill Bill ao Kung Fu, mas esse é demais.
Pulp Fiction não tinha como dar errado, quem nunca assistiu um grande filme com Bruce Willis, John Travolta e Samuel L. Jackson? Agora eles estão juntos e interpretam seus papéis sempre como de costume, fantástico.
O que mais me impressiona nisso tudo é fugir da regra, como voce citou acima, o filme não tem sequencia, simplesmente são tres capítulos em um só, onde o final pode estar no começo, o meio no fim e o fim no ínicio, enfim, genial. |